<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11637187</id><updated>2011-06-07T23:37:18.978-07:00</updated><title type='text'>Ateliê de sentidos!</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://culturaesubjetividade.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11637187/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaesubjetividade.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>liloca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361779942934636535</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11637187.post-111181592876850911</id><published>2005-03-25T02:41:00.000-08:00</published><updated>2005-03-25T21:45:28.806-08:00</updated><title type='text'>2ª aula ------- Dia 03 de março de 2005</title><content type='html'>2ª aula -  Cultura e Subjetividade         03 de março de 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi – Questões sobre o texto? Questões, comentários, sugestões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glau – (?) No segundo parágrafo, ele fala sobre a cultura de massa...(?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi – Glau, na página 31, não sei se você já tem esse texto, que é o segundo texto... (?) porque eu tenho a impressão que vocês já vão começar a entrar em questões em que o autor está formalizando no texto seguinte. Na página 31, que é o segundo capítulo, tem o tópico 3, que é produção de subjetividade e individualidade. O autor vai discutir isso, e o autor vai, exatamente, fazer essa separação. O que é o indivíduo, segundo Guattari, e o que é subjetividade? Alguém quer discutir isso, ou talvez, até mesmo ler pra gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glau – (?)&lt;br /&gt;“Seria conveniente dissociar radicalmente os conceitos de indivíduo e de subjetividade. Para mim, os indivíduos são o resultado de uma produção de massa. O indivíduo é serializado, registrado, modelado. Freud foi o primeiro a mostrar até que ponto é precária essa noção da totalidade de um ego. A subjetividade não é passível de totalização ou de centralização no indivíduo. Uma coisa é a individuação do corpo. Outra é a multiplicidade dos agenciamentos da subjetivação: a subjetividade é essencialmente fabricada e modelada no registro social. (...)” Pág .  31&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi - Subjetividade não tem nada a ver com indivíduo. Ela não é inventada pelo indivíduo. Nesse sentido, a função que a gente tem dado ao termo subjetividade, a “minha” subjetividade, é no mínimo uma (? licenciosidade) que a gente está dando à palavra subjetividade, recolocando essa palavra no plano do nosso entendimento de individualidade. A palavra subjetividade, infelizmente, tem sido capturada a partir de um pensamento, já muito conhecido, que é esse pensamento de uma certa concepção psicológica, (? exótica) do indivíduo, e que confunde a individuação biológica, a autonomia do zigoto que ainda está vinculado ao cordão umbilical da mãe, confundido, excessivamente, à identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glau – Então, está dizendo que a identidade é igual à subjetividade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi - Não! Estou dizendo, exatamente, a identidade como foi concebida. E a subjetividade não é a mesma coisa (?)...individualidade e subjetividade, como o autor está dizendo aqui... A subjetividade é, fundamentalmente, produzida registro social, ela é uma produção social. O indivíduo, ao nascer, já se insere dentro dessa produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glau – (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi – Você já nasce num grupo. Então, a existência do grupo, a existência da subjetividade, vai dizer o modo que ele distingue enquanto ser humano, o modelo de existência. O que é a subjetividade, fundamentalmente? A subjetividade é um modo de existência social.&lt;br /&gt;A gente vai ver que esse social, tá todo num (? ambiente ) ideológico, esse social é político. Na verdade, um modo de existência, essa lógica também do mal. É complexo...uma totalidade. Então, o indivíduo quando nasce, já nasce num grupo que (? tem um modo de subjetividade). Então, o autor (? tem ? modos ?) é isso que ele chama de, a cultura capitalística que é mundial e totalitária, (? E ele propõe diferenças que opõe a subjetividade ?) E produz exatamente o indivíduo, ou seja, a série. O que é o indivíduo? É o animal em série, a serialização. A individualidade é serial.&lt;br /&gt;Ex. Ninguém nega que existe esta cadeira, a sua cadeira, aquela outra cadeira, mas essas cadeiras todas que são aparentemente individuais. Essas cadeiras estão afastadas umas das outras, elas se parecem (?). No entanto, a produção delas é uma produção em série. O indivíduo, segundo o autor, é fundamentalmente aquilo que é produzido em série. É diferente da singularidade. A singularidade é aquilo que a gente tem chamado de individualidade. A singularidade, ela me obriga a dobrar o modo de subjetividade, ou, os modos de subjetividade, de me contrapor, me obriga a me colocar numa relação de resistência, de criatividade com relação à esses modos de (?subjetividade). Me faz singularizar um modo único que é colocado como modelo, como modo de (?existência). Ou seja, a singularidade é uma dobra da subjetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diego – (?)&lt;br /&gt;Glau- (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi – O que é o eu? Na realidade o eu é um (?conceito) operacional. Antes de Freud (?existe o inconsciente, ninguém tava mal. Hoje existe o mal ) Falar de identidade, de inconsciente tudo (?invenção de) Freud. Não tinha identidade, não tinha (?Não existia ? neurose, nem prozac, nem análise ?) Não estou querendo desqualificar (? Como invenção de Freud) O que eu estou querendo dizer é que o conceito de eu é uma ferramenta inventada por nós (?para nos orientarmos) A questão é saber: o conceito de ego, inconsciente dá conta efetivamente da (? nossas  ). Então é essa a problemática (?) Eu proponho, ao invés dessa identidade, eu proponho agenciamento. O agenciamento é muito diferente do eu. O eu supõe-se aquilo que é  (? Intrínseco) do indivíduo, o eu é sempre imutável, sempre permanece apesar das mudanças. Ex.  Eu era criança e agora sou velho, mas alguma coisa permanece em mim, é a minha identidade (?fundamental) Inclusive, observando o rosto e ver a ruga chegando (?)  mas eu ainda pareço com aquilo que eu era criança. É essa continuidade que nos dá a sensação de (?identidade),ou seja, de que algo permanece. Por conta, exatamente, da transcrição do padrão. Tem um livro do Deleuze  (?a individuação é diferente de ?) É interessante a gente perceber como que se dá esse tipo de repetição sem, necessariamente, (?) O autor está dizendo que: o que você chama de eu, o ego, é uma montagem, é um agenciamento. E todo agenciamento é do caráter da (? probitoriedade ) Não tem propriamente uma consistência, não é um núcleo imutável, sólido. As identidades são (?da ordem) dos agenciamentos, da subjetividade matriz...Uma montagem!&lt;br /&gt;Ex. (?) colar figurinhas, montar um painel...a bricolagem...A identidade é uma bricolagem, é um agenciamento (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glau – (?) “Ao invés de sujeito, de sujeito de enunciação ou das instâncias psíquicas de Freud, prefiro falar em agenciamento coletivo de enunciação. O agenciamento coletivo não corresponde nem a uma entidade individuada, nem a uma entidade social predeterminada.” “A subjetividade é produzida pr agenciamento de enunciação. Os processos de subjetivação, de semiotização – ou seja, toda a produção de sentido, de eficiência semiótica – não são centrados em agentes individuais ( no funcionamento de instâncias intrapsíquicas, egóicas, microssociais), nem em agentes grupais. Esses processos são duplamente descentralizados. Implicam o funcionamento de máquinas de expressão que podem ser tanto de natureza extrapessoal, extra- individual (sistemas maquínicos, econômicos, sociais, tecnológicos, icônicos, ecológicos, etológicos, de mídia, enfim sistemas que não são mais imediatamente antropológicos), quanto de natureza infra-humana, intrapsíquica, infrapessoal ( sistemas de percepção, de sensibilidade, de afeto, de desejo, de representação, de imagens, de valor, modos de memorização e de produção idéica, sistemas de inibição e de automatismos, sistemas corporais, orgânicos, biológicos, fisiológicos, etc.).” Pág. 31    (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi – Bom, no momento que a nossa amiga Glau, na aula passada, estava falando ‘de a “minha subjetividade”’ ela tava (?)  quando no fundo quis pensar “a minha individualidade”. É isso que muita gente vem fazendo hoje em dia, e que (?) se tem difundido essa noção de subjetividade. Tem-se difundido (?)movimento comum, popular e na academia também. Essa noção de subjetividade ela é uma reinvenção da compreensão (?) da individualidade. Não é a subjetividade problematizada, segundo Guattari. O que Guattari está falando é que a subjetividade não tem nada a ver com indivíduo, ela não é produzida pelo indivíduo.&lt;br /&gt;O nosso exercício aqui...A nossa forma de pensamento, ela é sincrética: a gente quer saber se São Jorge corresponde mesmo ao (?), se Santa Bárbara é (?), se o diabo é o exu, estamos tentando ver. Pô, Santa Bárbara é uma coisa...Isso não tem nada a ver com Santa Bárbara, a não ser no pensamento sincrético. O que busca no outro que é diferente, e a gente procura enrrabá-lo pela analogia. O outro é irredutível (?) É um modo de pensamento sincrético, que no fundo, no fundo, não entende, nem respeita, mas quer enrrabar a diferença. Eu enrrabo impondo a seguinte visão: “ah sim...(?) na verdade é Santa Bárbara!” Esse é um pensamento colonialista típico, é o que legitima, hoje, muitos dos cristãos que estão nas pastorais engajadas, na corrente da libertação... Tem muitos que estão no meio dos índios, fazendo um trabalho de apoio aos grupos indígenas. Talvez, nem se dê conta, mas são fundamentados numa teoria de engajamento, que pressupõe que as sementes da boa nova do evangelho, de alguma maneira, já existem entre esses índios: “Eles nem sabem que são cristãos, mas são!” São processos de (?extremismos racial), mas a partir dos valores, rituais já vivem a boa nova. Essa é a fundamentação da teologia engajada, é o pensamento, ainda, sincrético que, a todo o momento, tenta encontrar no outro aquilo que no fundo, no fundo, sou eu. Isso é sincretismo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glau – (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi - Não! Por exemplo, a subjetividade é fundamentalmente macro, ela é social. A subjetividade é superior a singularidade.   &lt;br /&gt;Glau – (?) Se ela é social, eu não estou conseguindo definir (?) modelado...modelado pelo social? (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi – Não! Na verdade é uma relação de troca. Quando eu falo que a subjetividade precede a existência do indivíduo, é porque o indivíduo todo já nasce no grupo. O que o autor tá chamando de subjetividade é o que a gente aprendeu a chamar, a partir de alguns conceitos da Antropologia Clássica, que o autor diz que é conceito reacionário, é o que a gente chama de cultura. O que o autor tá chamando de subjetividade é o que a gente aprendeu a chamar de cultura. Só que o autor faz a crítica desse conceito e mostrando que a noção de cultura é uma noção reacionária e reificada. A cultura supõe a permanência daquilo que é fluxo. Identidade também é reacionária, porque ela pressupõe a permanência daquilo que é fluxo em nível do indivíduo, que é a singularização. Em nível social, essa subjetividade é chamada de cultura. Pra gente que vem das ciências sociais, da antropologia, da sociologia, a gente tem que (?) dessa linguagem (?) Nietszche já disse: “todo criador tem (?)” E você sabe que, se você quer criar algo novo, você tem que inventar uma nova linguagem também. Nem sempre dá pra falar coisas novas com palavras velhas.&lt;br /&gt;A não ser que você faça o que Foucault propõe, que é rachar as palavras. E supor às palavras um outro significado.&lt;br /&gt;O autor cria uma linguagem nova. Atrás desse livro tem um glossário: Notas descartáveis sobre alguns conceitos. Ele chama de descartável porque você pode e deve inventar novos significados para o conceito. Eu faço isso na minha tese. A minha tese não é a simples reprodução dos conceitos criados.&lt;br /&gt;Porque, exatamente, por inventar, tentar experimentar o que eles estão propondo. Antes de experimentar você assumir-se o criador e não repetidor. O conceito, por exemplo, de subjetividade (?não está definido). Mas, você deve, pode e deve, sempre estabelecer uma relação de produção do conhecimento. Enquanto criador, você precisa estar, a todo momento, experimentando esse processo: rachar as palavras e impor à elas outro significado. Isso é o que nos torna criativos, criador em relação à produção intelectual, senão nós acabamos virando discípulos de algum mestre, e viramos comentadores do que outros já criaram. Tem gente que quer ser (?) ao invés de criar, só comentar. Fazer o quê? Tem gente que aceita as submissões, (?) parece que existe um masoquismo, né? Tem gente que gosta de porrada, de sofrer, de ser enrrabada...tem gente que adora isso! Por isso nos gostamos tanto dos santos, que foram martirizados, que sofreram...Jesus Cristo faz tanto sucesso...&lt;br /&gt;Uma amiga minha, ontem, artista aqui da universidade, dizendo que assistiu um filme do Mel Gibson...e ela é uma artista! (?) não tivesse crítica. Quer dizer, assistiu um filme do Mel Gibson, A Paixão de Cristo, e passou a noite toda chorando. Na manhã seguinte, foi na Igreja Batista e se entregou a Jesus. E não entendeu como é que ela tava lá com a mão levantada na hora que o pastor perguntou, depois de comentar o filme, que ela tinha acabado de assistir e estava absolutamente tomada. (?)  Disse que não se deu conta quando estava com a mão levantada, tomada de emoção (?)&lt;br /&gt;Quer dizer, é importante a gente poder dar uma olhada nessa coisa que, a todo momento, é processo. (?)&lt;br /&gt;                                                     &lt;br /&gt;Diego- Eu acho que essa dificuldade em perceber a questão do processo. Até nas ciências sociais, ela não entende a dialética. A dialética é sempre uma (?) que acha que (?) E a gente tem dificuldade, enquanto sociólogo, de entender o processo.  (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi – Segura aí! Esse processo aqui que ele se refere não é dialético. Esse processo que ele chama de devir não tem nada a ver com a dialética. A dialética é um modo de entender o movimento, é já um avanço! Mas vocês verão que as formas de conceber a dinâmica é outra, diferente da dialética. Não existem (? Sínteses) por exemplo. Não há negação e depois o (? Auto-hegel) hegeliano. De que eu acabo supra-sumindo a negação dentro da próxima afirmação. A dialética hegeliana ela procura a mesmice, não existe efetivamente a diferença (?). A diferença é só partes da negação de si próprio do ser. Do seu movimento de auto-(?desbobramento). Quer dizer, pensar a diferença aqui é: a diferença, ela é inerrabável. Ela não é supra-sumida no próprio movimento dialético, da supra- sunção da negação, que reincorpora a negação do ser. Não! Aqui se concebe que a diferença é a diferença, é o fora, é o irredutível. O que eu posso fazer é dobrar! Mas, enrrabar, englobar. A gente volta pra o próximo (?).&lt;br /&gt;Diego – (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi – Não! Não tem (? Síntese) Vamos com calma, uma coisa de cada vez. Vamos ver primeiro o que a gente conversou até agora, sobre o conceito de individualidade, segundo esses caras. Vamos ver que outros efeitos produz na gente, tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glau – (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi – Olhe, nós estamos tentando nos aproximar dessas ferramentas, que são esses conceitos aqui e essa forma de conceber (?essas relações). O que o cara ta dizendo é que o que nós temos chamado de indivíduo é na verdade a unidade produzida em série. Um exemplo claro dessa produção...há uma produção em massa de indivíduos quando você percebe os indivíduos com comportamentos padronizados, comportamento de consumo. As etiquetas. Modo de inserção, de estratificação social, por exemplo, os emblemas de classe, os símbolos do Estado. Por exemplo, o diploma universitário de vocês. O diploma universitário indica a pertença a um segmento social, a um modo de inserção na sociedade, é uma etiqueta. Há uma produção em série de um tipo de indivíduo formado, (?), preparado para assumirem funções específicas na sociedade, que requerem saberes especializados. A universidade produz em série pras diversas necessidades, indivíduos com conhecimentos especializados. São vocês...nós!&lt;br /&gt;Idéias a cerca de ser economista, ser advogado, de esquerda, de direita, etc, etc, etc...Quer dizer, fundamentalmente, o indivíduo é esse que consome, que se insere no modo de subjetividade dominante, fundamentalmente. E que revela o modo como esta sociedade está organizada. A partir, por exemplo, do sistema jurídico. A parir, da organização econômica. A partir do (?eptos), ou seja  dos valores dominantes, da sociabilidade daquele grupo. A partir de sinais de (?), por exemplo, medalha, moda, roupa. Modos de cruzar as pernas ou não, sentar-se  ou não, regras de comportamento, etiqueta social, etc, etc...&lt;br /&gt;Como é que a subjetividade produz em massa os indivíduos? É  por isso, que você vai encontrar grupos que tenham a mesmas idéias, as mesmas posturas, consomem as mesmas etiquetas da moda, o tipo de automóvel. Enfim, essa seria a produção do indivíduo. O indivíduo é, fundamentalmente, esse produzido em série. O que o autor tá chamando aqui do indivíduo que se singulariza, da singularidade, da singularização é o movimento que é interminável, isso é o processo. Que esse mesmo indivíduo que é inventado em série, a singularização é o movimento de resistência, de criação. A palavra resistência e criação têm o mesmo significado. Nesse sentido, resistência e criatividade são uma única coisa.&lt;br /&gt;A singularização o que é? É a resistência a essa englobação, a essa produção em massa do indivíduo. Essa dobra dos modos de subjetivação, tornando a minha existência algo singular. Em que sentido? Algo que dobra a subjetividade que está aí...eu me aproprio de modo único. Eu reinvento na minha existência, agora sim, individual a subjetividade dentro da qual eu nasci e a qual por diversos...por todas as instâncias sociais que me capturam e me modelizam. Eu resisto à modelização e eu invento modos de existência singular, a partir da minha existência. Eu torno a minha existência obra de arte, é um trabalho artesanal. Fundamentalmente, pra Niesztche, inventar-me é a obra de arte. O resto é semiotização: a música, o balet, a dança, o quadro, o livro. Obra de arte mesmo é singularizar-se. Legal, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iana – (?)&lt;br /&gt;Conversas – (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi – A tua singularização faz parte da produção de outros modos de existência social. Você está, a partir da sua singularização, inventando novas de subjetividade. Que é isso que o autor está chamando de subjetividade discidente...isto é, diferente da subjetividade dominante, que produz o indivíduo em série.&lt;br /&gt;À medida que você, junto com outros, vão inventando essas singularizações... essas singularizações vão se territorializando. Elas vão criando esses contornos, elas vão se semiotizando num modo de existência, numa linguagem que você vai falar, num modo de inserir-se na produção da sociedade... você está territorializando, ou seja, colocando marcas, referências em novos modos de subjetividade. Claro, diferentes da subjetividade dominante, que é a subjetividade capitalista que captura você e te produz como um indivíduo em série. Isso é o que o autor chama de produção de subjetividades discidentes.&lt;br /&gt;Agora o que incita a (?) o exercício tem que ser constante porque, é impressionante, como  nós somos moralistas. Nós achamos que “o capitalismo é mal, é ruim, nós queremos romper com o capitalismo, capitalismo é coisa do diabo, então nós não podemos nos inserir no capitalismo, temos que estar fora, temos que ser revolucionário...o capitalismo é do mal...nós temos que inventar o reino do bem! O bem e o mal não combinam um com o outro, o bem e o mal se opõe!” A discidência  é uma ruptura radical...”eu tenho que estar fora!” Todo esse modo de pensar (?) estratégia de guerra, na verdade, advém também de uma visão moralista, maniqueísta. Isso vai dar um trabalho muito grande, a gente pensar na cultura capitalística, a partir de uma outra visão, que não seja moralista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversas (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi – A individualidade é o resultado do processo de Individuação.&lt;br /&gt;A singularidade é o resultado do processo de singularização.&lt;br /&gt;É uma questão de terminologia!&lt;br /&gt;Individuação é um processo. Individualidade é o resultado.&lt;br /&gt;Singularização é um processo. Singularidade é o resultado.&lt;br /&gt;Não existe individualidade e singularidade porque é dinâmica, é devir, é processo. Por isso, que o Foucault, por exemplo, nunca fala de subjetividade do sujeito. Porque o Foucault, concebe, quando a gente trabalha o processo, a dinâmica, é devir...está em movimento. A individualidade, nesse sentido, ela não pode ser concebida, primeiro porque (?) conceito, (? um dado...didático) operacional, a rigor a minha individualidade é um agenciamento, um congelamento provisório. O (? Eu) pode ser concebido como existir, aquilo que por natureza é dinâmico enquanto conceito, eu comparo com você fazer (?) está fervendo aquilo, de vez em quando aparece uns caroços, se condensam uns caroços. Mas o mesmo movimento de fervura e de mexer a panela, aqueles caroços desaparecem (?). O caroço em si, é produzido no movimento, ele não tem uma solidez, uma fixidez, e sim, uma permanência caroço. Há uma (?)absoluta. O que você pensa ser a identidade, é uma (?). É um congelamento (?) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trícia – (?)&lt;br /&gt;Babi – (?) A questão é perceber se existe a (?) E se existe a resistência, ou seja, a criatividade. (?) A gente aprendeu a opor essas duas coisas: o bem e o mal, o deus e o diabo, o certo e o errado, o capitalismo e o socialismo...A gente tende a pensar de forma binária. Não é a toa que o computador é a metáfora, por excelência, da modernidade. A lógica do computador é a lógica burra, binária. Tudo dentro do computador é produzido entre 0 e 1. Todos os programas mais complexos foram feitos na lógica binária: existe e não-existe, sim e não. Tudo no computador está preso a essa lógica. Isso marcou, essencialmente, (?o pensamento social) desde às idéias platônicas, socráticas. (?)somos ainda, filhos dos malditos gregos. Depois veio o Cristianismo, aí foi a paulada mortal na cabeça da gente. Nós somos binários, maniqueístas, por essência. Essência dada aí, no sentido metafórico. Vai dar trabalho, muito tempo, acho que a gente deve gastar ainda alguns séculos, pra conseguir se livrar, exatamente, dessa subjetividade binária. Que produz esse pensamento binário, maniqueísta, platônico e cristão. Deverá demorar! Aqui no Ceará, então, talvez demore muito mais. Porque é um povo muito religioso, um povo muito bom...um povo que adora copiar as últimas modas que estão aí pelo resto do mundo. É só ver Fortaleza, que a cada (?) é uma arquitetura diferente, a cidade é outra! Se você levar em consideração que arquitetura é a expressão de um modo de conceber a existência na cidade. Fortaleza, nos anos 30, é imitação de Londres, com aqueles bondes elétricos passeando pelo centro da cidade. Nos anos 60, é Fortaleza Belle Epóque, imitação de Paris. Nos anos 90, é Fortaleza Miami Beat, com os arranha-céus (?). A cada 30 anos, o cearense... Fortaleza destruiu a cidade, destruiu a cultura e construiu outra coisa. O cearense inventou a moda (?). (?) inventar modo de subjetividade, processo de subjetivação (?).&lt;br /&gt;A questão da resistência é como você coloca (?). Quando você coloca isso no plano pessoal, você nos dá como campo de análise algo que é difícil de analisar. Você está (?) uma análise (?) micro-fisiológico. (?) a todo momento, precisa ter o controle sobre a produção desse processo, até porque eles são contraditórios também. Não existe, também, no meu entendimento, uma espécie de acúmulo da autonomia que você vai conquistando (?). Em nível (? Micro-fisiológico) cotidiano, você teria que poder, absolutamente, auto-suficiente, pra ter o controle exato dessas questões todas. A tua pergunta, que eu acho que ela leva a gente a fazer outra pergunta, talvez interesse mais: É possível resistir, é possível criar? Como resistir? Como criar? Essa era a grande questão que o Foucault se fazia....Foucault, toda obra dele, está essa questão fundamental, que ele se coloca... “Que tipo de saber, intelectual, eu posso inventar que resista a ser capturado pelo poder?” Essa é a questão, fundamental do Foucault. “Como resistir, a partir, da minha produção intelectual...que ferramentas teóricas que eu posso inventar e que elas realmente resistam a ser capturadas pela subjetividade dominante capitalista?”&lt;br /&gt;Não tem fórmula! Mas uma coisa que parece ser um eixo que indica a resposta. Isso aqui é processo. Se é processo, você admite a construção, a destruição, a re-elaboração dinâmica....(?a validação) nada mais é do que o campo de sentido, o campo das práticas, o campo semiótico que você opera uma nova dimensão. E aí você se descola de uma análise maniqueísta da dominação, de uma análise religiosa que vê a dominação como sendo a expressão do mal do mundo. Você passa a ver o mal como um atleta vê um obstáculo, na corrida que ele tem pela frente. O mal, a dominação, a opressão: são apenas (?) materiais no sob o qual eu elaboro minha criação. As coisas deixam de ter uma moralidade. Elas não são nem boas nem más, elas são apenas materiais na minha criação artística. Eu me sirvo do bem e do mal, não como bem e mal, mas como elementos da minha criação. Claro, (?) não dá para abraçar esse caminho, a partir de uma lógica judaico-cristã. Eu posso me servir da lógica judaico-cristã como (?) serviria pra pedras (?). Tudo é (?encadeável/encaixável)...toda teoria, todo conceito. Eu reinvento significados pras coisas. (?) forma a barriga, uma estrutura que eu vou soldando; o pára-choque de um fusca deixa de ser pára-choques e vira a espinha dorsal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba o lado da fita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi – (?) Não há existência, propriamente humana, fora da linguagem. A não ser que você reduza o humano, há um organismo biológico com funções de (? Manutenção de alguma função). Por exemplo: o cérebro mantém meu coração batendo e meu corpo funcionando,  mas sem a linguagem você não pode (?entender isso), você não vê. Ver, diferenciar, categorizar, é um exercício somente permitido pela linguagem. Capturar, crer, ver....é um exercício permitido pela linguagem. Tem uma historinha do Eduardo Galeano, (?), uma criança, aos seis anos, nunca tinha visto o mar e o pai dela leva para ela ver o mar pela primeira vez. E eles vão andando pelas (?), quando chega na última duna, que a criança olha aquilo: aquele céu azul e verde, esmeralda da água....os pássaros voando, os peixes pulando no mar,...aquela coisa absolutamente maravilhosa! A criança fica (?estarramada) extasiada, ela não sabe olhar e ela pede: “Pai, me ajuda a olhar!”. Porque ela nunca tinha visto o mar, e ela não tinha referências, não sabia olhar, ela não sabia discriminar o que era céu, o que era mar. Até ver, pressupõe a linguagem. (?) Mesmo quando você fizer um poema que parece ser seu, na verdade já é uma criação em nível coletivo, social. Por que?&lt;br /&gt;Porque a linguagem é (?) social. Você até reinventa a linguagem, mas a linguagem é, fundamentalmente, uma produção coletiva social. Mesmo quando você está sozinho pensando, você está dialogando com o grupo. Você está (?) alguém, e você está reinventando o social. É impossível a solidão. A não ser na ilusão poética da vida. Mas a rigor é impossível ser sozinho. Não nos é permitido ser sozinho, porque nós somos (?seres-linguagem). No momento, portanto, em que você está inventando processos de singularização, você está, a um só tempo, inventando novos modos de subjetividade discidente. A singularização é apenas a dobra dessa subjetividade, em nível da sua unidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glau – (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi – (?) Existe...são processos. O padrão, ele parece permanente, né? Mas o próprio padrão é temporário. Geneticamente, nós estamos mudando, só que nós não percebemos porque a escala da percepção da mudança é muito grande, (?). Mas o próprio padrão muda a si próprio. Nós não nos reproduzimos geneticamente em cima de um padrão. Senão nós vivemos ainda (?). O padrão muda. É por isso que eu digo que não há nem em nível biológico a possibilidade de pensar a essência.&lt;br /&gt;Bom, tem um texto da Lia que ela quer ler pra gente, acho que dá tempo ainda. Agora, queria mostrar pra vocês um ponto... sempre voltar, levantar a questão e deixar no ar: eu tenho a impressão que a gente vai ter muito trabalho pra se livrar de uma visão de moral...a  gente vê o capitalismo como mal, estamos totalmente impregnados desse moralismo do capitalismo. Porque eticamente tem moral (?). Ora, não existe a possibilidade nenhuma de você produzir uma certa singularização, uma subjetivação (?onde o bem, o bom). Não é isso que importa: “eu sou menos ou mais capitalista?”. O que importa, aqui, é que de que maneira é que eu posso re-significar, dar outra visão, reinventar, mas sem pensar a partir do princípio do pregamento....não importa se é mal ou bom. A estratégia do HIV é inserção plena: ele admite, não só admite, mas ele vive dentro da célula...é uma resistência que ele produz. Ele é o que escapa à célula, porque ele é ambíguo: ele é, ao mesmo tempo, aminoácido e vírus. É assim que ele consegue entrar na membrana celular, por ser aminoácido...ele não se coloca fora da célula, ele se faz parte dela. (?) Nós temos muito que aprender com o HIV, antes de acabar com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lia lê o texto "Criar, pra quê?", já postado! =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Câmbio! Desligando!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11637187-111181592876850911?l=culturaesubjetividade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaesubjetividade.blogspot.com/feeds/111181592876850911/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11637187&amp;postID=111181592876850911' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11637187/posts/default/111181592876850911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11637187/posts/default/111181592876850911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaesubjetividade.blogspot.com/2005/03/2-aula-dia-03-de-maro-de-2005.html' title='2ª aula ------- Dia 03 de março de 2005'/><author><name>liloca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361779942934636535</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11637187.post-111173490798363367</id><published>2005-03-24T04:14:00.000-08:00</published><updated>2005-03-24T23:15:07.986-08:00</updated><title type='text'>"Criar, pra quê?" Idéias "da Lia" sobre a aula do dia 1° de Março, exposta em sala, dia 3.</title><content type='html'>Estamos inseridos numa sociedade, em que por existirem pré-conceitos já estabelecidos, normas e idéias impostas a nós desde pequenos, é difícil conseguir ter esse distanciamento, essa posição crítica sobre essa moral, normas e pensamentos. É difícil superar todos esses bloqueios impostos, desde que nascemos, pela família, escola, universidade, religião e a nossa “cultura” no geral. Esse texto nos dá a ferramenta para que consigamos nos distanciar de toda essa subjetivação imposta, e enxergar de forma ampla o real sentido das coisas. Ele, particularmente, não é um texto meramente informativo, ele amplia nosso estado de percepção do meio em que vivemos e, incita-nos a criar. E essa é a grande ferramenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa ferramenta é uma arma. Dá mesma forma que ela pode servir para criar algo que deslegitime essa supremacia de poder de uns sobre os outros. Ela pode criar mecanismos em que o processo de emancipação seja mais difícil. E isso me assusta. Por isso minha preocupação de: criar com que intuito? E por isso falei que era necessário entender o ponto de vista do autor, que a meu ver me pareceu bem crítico e preocupado com a nossa situação de massa guiada. E guiada pela subjetividade, o que é bem pior! Daqui a pouco, não precisaremos mais de polícia, seremos nossos próprios carrascos, obedecendo a essa subjetividade. A polícia será apenas para conter aqueles que não tem acesso ao sugerido pela subjetividade, e são capazes de tudo para tê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso, ter usado o verbo compreender de forma errada. Estamos tão distantes do sentido real das coisas, que nem mesmo da nossa linguagem temos domínio. E eu, sou uma péssima pessoa para transmitir, explicar o que penso. Justamente por causa disso: nossa linguagem é desprovida de sentido para nós mesmos e usamos o mesmo termo para falar de coisas diferentes, ou termos diferentes para falar da mesma coisa. Será que tudo isso não tem seu motivo de estar acontecendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, depois pensando melhor, concordo com sua idéia ( a o Babi) . Não dá pra saber o objetivo da obra do autor, é impossível compreendê-lo, entendê-lo. Saber, verdadeiramente, o que ele quis desencadear escrevendo esse texto. A 1º momento me passou uma idéia de criar algo para transformar nossa realidade, me passou uma idéia de criticidade e de tentativa de  revolucionar a nós mesmos. Depois, como vi reação em alguns que assistiram a aula, o texto passou uma idéia de desilusão com qualquer tipo de perspectiva nesse sentido. Quem vai saber o que o autor queria? Talvez ele nem pensasse que pudesse ocasionar qualquer uma dessas conseqüências. É como a poesia...a gente não pode dizer que uma poesia fala sobre tal assunto. O que podemos fazer é trazer pra nós e entendermos de acordo com nossas próprias experiências. Se nunca passamos ou vimos absolutamente nada que foi sugerido na idéia da poesia, não a entenderemos em nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acho que devemos fazer é que antes de termos as armas para criar, devemos assumir uma postura crítica de todos os nossos atos. Virar nossos conceitos pelo avesso, fazer uma limpeza em nossas mentes de todos os padrões rígidos e pontos de vistas incorretos que formamos nas nossas relações com o mundo. O que foi aprendido com as nossas experiências. Criar pra quê? Para alimentar nosso ego? Para, simplesmente, conseguir fazer nossas monografias? Para manipular os outros?&lt;br /&gt;E não sei se cabe ao autor, ou é o intuito do autor fazer isso. Isso deve ser partido de cada um de nós: Tomar consciência de si mesmo. Tomar consciência que todos nós temos nossas virtudes, mas, principalmente que temos nossas grandes imperfeições. E o processo de criação é um processo de entrega. Entregar-se totalmente sem temer a loucura. Passar a perna, como diz o professor, em tudo, inclusive em nós mesmos, nos nossos defeitos, nossos ataques de egoísmo e  intolerância. E falo isso justamente pra mim, que ultimamente vivo me martelando, tentando ser menos intolerante. Mas, quando do nada chega alguém  pra mim falando alguma coisa que considero banalidade, me enervo e a raiva, o instinto cegam minha consciência. Se é que  consciência é a palavra mais adequada para ser dita nesse caso. Enfim, fico cega e ajo com intolerância, com brutalidade.  Então é isso, passar a perna no que julgamos se injusto nas nossas relações com o mundo e, principalmente passar a perna, tentar superar nossos próprios bloqueios e defeitos, a cada dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11637187-111173490798363367?l=culturaesubjetividade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaesubjetividade.blogspot.com/feeds/111173490798363367/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11637187&amp;postID=111173490798363367' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11637187/posts/default/111173490798363367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11637187/posts/default/111173490798363367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaesubjetividade.blogspot.com/2005/03/criar-pra-qu-idias-da-lia-sobre-aula.html' title='&quot;Criar, pra quê?&quot; Idéias &quot;da Lia&quot; sobre a aula do dia 1° de Março, exposta em sala, dia 3.'/><author><name>liloca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361779942934636535</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11637187.post-111155686355094758</id><published>2005-03-22T02:45:00.000-08:00</published><updated>2005-03-22T21:47:43.600-08:00</updated><title type='text'>Aula de Cultura e Subjetividade            UECE          1º de março de 2005</title><content type='html'>Aula de Cultura e Subjetividade            UECE          1º de março de 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutindo o texto: “Cultura: um conceito reacionário?” de Guattari&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi - Olha só, Glau, estou propondo q você interprete Deleuze, q você experimente, não interprete, como sugere Deleuze&lt;br /&gt;A relação com esse texto deve ser, no sentido, de ver o que esse texto provoca em você: concentração, criação...como oposição e conflito.&lt;br /&gt;Guattari e (? Suley) estão pensando nisso, estão dizendo isso: como eu experimento? Como eu concebo isso?&lt;br /&gt; A relação primeira é Experimentar o que ele está dizendo...  Tentar sentir o efeito disso. Tentar                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              disso...Tenta&lt;br /&gt;perceber como que essa concepção dele põe em questão concepções que você tenha a cerca de cultura, identidade, subjetividade, etc.&lt;br /&gt;Ver qual o efeito que o contato com essa outra visão - o conceito, a teoria é literalmente uma outra visão, uma outra forma de contemplar. A palavra Teoria, em grego, significa contemplar - . Ver, como é que essas idéias, particularmente, te tocam. E, (? qual o objetivo?) existe uma inquietação?, existe insight?, existe a confusão e existe a clareza que o texto trás?, existe a coincidência, o encontro de idéias? Tente registrar todos os efeitos possíveis que essa leitura te promove. Não é uma leitura para ser compreendida, é uma leitura para ser experimentada, sentida. E descrever essas diversas sensações que a leitura produz em você. Significa, você querer sair mapeando a própria atividade que esse texto produz em ti. Não só atividade mental, mas quais são os efeitos que o texto produz em você. Essa deveria ser a nossa postura: Não a postura compreensiva, mas a postura da crítica. Como se você pudesse se colocar dentro de um (? tomógrafo) e registrar os diversos efeitos que você vai sentindo à medida que você vai indo. O Diário é para você registrar esses efeitos.&lt;br /&gt;Portanto, a compreensão e a incompreensão, são relativas demais. Experimentar, é fazer algo muito diferente de compreender...Experimentar é dar-se conta dos efeitos que o texto produz.&lt;br /&gt;A gente tem uma cultura em que somos obrigados a entender, compreender, interpretar. A academia está muito moldada por isso. É uma forma de fazer ciência, de trabalhar o conhecimento na academia. (?)&lt;br /&gt;Nós deveríamos ter uma relação mais interessante com os textos, do que tentar compreendê-los. Até porque, o que conta, no final das contas, é a criação...É CRIAR! O que está em jogo aqui é você criar - conceitos, idéias - acerca de mundo em que você vive, ou (?) Se você ler os textos – lê com um único sentido: você se subsidia para criar. Como um artista, que se serve de tinta e pincel, mas para fazer a própria obra, não é só suficiente, reproduzir o quadro, a obra já existente. A gente faz isso quando estamos iniciando na pintura, e fazemos isso por imitação. Vemos o quadro de um cidadão e tentamos pintar igual. Mas, a medida em que vamos nos tornando mais autônomos, vamos ficando mais criador, (criativos). E a gente vai adorando a própria obra.&lt;br /&gt;Então, o que a gente ler aqui só tem sentido se servir para aditivar...O que a gente lê, é material para nossa criação. Por isso que não interessa compreender Guattari...interessa saber de que maneira Guattari e (? SuleyRolnik) são subsídios convenientes, oportunos à sua criação. Qual o uso que eu posso fazer do Guattari e da obra dele? Qual é o uso que eu vou fazer desses conceitos? Isso nos obriga, minimamente, estabelecer uma relação de intimidade com os conceitos. Por exemplo, se você quer fazer um quadro: supõe-se q você conheça, minimamente, as possibilidades que um tipo de tinta, textura ou um certo tipo de pincel irá produzir na sua criação. Você deve ter alguma relação íntima com esses materiais, para que você selecione, escolha, utilize na sua criação. Mas isso não tem nada haver com compreender. A compreensão nos filia, a sermos discípulos do outro. A criação, não! A criação nos torna mestres de nós mesmos. É uma outra perspectiva de estudo, de pesquisa, de fazer universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lia – Eu passo a me questionar agora, qual o uso que eu farei da minha criação? Vou criar com que objetivo? Acho que essa questão está muito ligada a subjetividade, uma subjetividade que é constantemente influenciada pelo sistema total. Criar pra quê, entendeu? Com que intuito essa criação vai ser utilizada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi - Essa é uma outra questão! Com certeza, extremamente, relevante! A gente pode conversar sobre isso. Porém, antes, a gente tem que conversar sobre o que você está chamando de subjetividade. Provavelmente, você permanece vinculada à uma idéia de subjetividade, que é a idéia que tem-se difundido como sendo o subjetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lia – Eu falo, justamente, dessa subjetividade, influenciada, que está sendo criada para nos manipular de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi - Muito bem! O que eu estou querendo falar é que essa outra questão: Criar pra quê? É uma segunda questão. A primeira questão é: Criar como? Que uso, vou fazer das (? fórmulas) que me chega através desses textos...dessas idéias. São idéias, são conceitos...qual o uso que eu posso fazer disso, para criar meus próprios conceitos, minhas idéias, uma visão de mundo, uma explicação, uma teoria. Mas também, um outro (? um outro produto pra gente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lia – Mas, eu acho que entra nessa questão, porque é preciso você entender o ponto de vista do autor. É preciso de certa forma você compreender. Para não formular uma criação que sirva para legitimar, mais ainda, essa lógica da subjetividade imposta a nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi- A questão é relevante! Eu só vou te pedir que aguarde um pouco pra gente se perguntar sobre a finalidades das nossas obras.  Mas, antes a questão é: Quais são os usos que eu vou fazer?&lt;br /&gt;Veja bem, quando eu estou criando uma idéia de que a compreensão é desnecessária, e ela acaba criando em nós uma postura de discípulo, de filiação do pensamento do outro, sou eu que estou inventando essa idéia. Porque eu sei que há uma postura, que acaba em muitas situações, se estabelecendo: a de que nós nos filiamos à escola de pensamentos. Antigamente a gente dizia “eu sou marxista!”. Isso é a filiação! Isso é tornar-se discípulo de Marx! De alguém que criou uma idéia, um conceito, alguma ferramenta de análise sobre o conceito de classes. O que eu estou dizendo é: a gente poderia e deveria ter uma postura diferente. Eu utilizo Marx como? De que forma? Fundamentalmente, para eu criar o meu próprio pensamento, a minha própria idéia, as minhas ferramentas de análise. A tentação de ser discípulo é enorme! Muitos professores da academia reproduzem a cultura da Igreja. Há toda uma idealização do saber como uma coisa sagrada, uma coisa sublime, uma coisa superior. E a relação de poder aqui dentro, essa hierarquização também, é tão ruim à carreira universitária...toda essa hierarquização lembra muito a Igreja! Talvez, por isso, existam discípulos e mestres aqui dentro.&lt;br /&gt;Mas com Deleuze e Nietzsche, o melhor que um discípulo pode fazer por seu mestre é superá-lo. É tornar-se mestre de si mesmo! E parar com essa mania de ser continuidade do pensamento de alguém, ser a sombra de alguém. Seja mestre de você mesmo...seja você, como sugere Nietzsche,  a sua própria obra de arte. E utilize os outros para a sua própria criação.&lt;br /&gt;E essa segunda pergunta: Criar, pra quê? O Nietzsche, vai dizer:  - Criar, porque a única coisa que dá significado à existência humana é a criação artística. Mas entenda bem, criação artística não é...o conceito de artista moderno que cria o cd, o balet, não isso! Esses são os produtos terminais da criação artística. A criação da vida é a obra de arte. Os outros são, eu diria, processos de semiotização, são produtos de semiotização. A música, o quadro, o balét, são emblemas de processos de criação, são códigos, são símbolos, são portais. Mas sempre resultado do processo anterior. A arte não se confunde com o produto terminal: música, poesia, quadro. A arte não é o produto terminal, é também! Mas ela é anterior ao produto. Obra de arte mesmo é a produção da vida, que inclui a produção também de semiotização desses produtos: música, balét. Nesse sentido: Criar, pra quê, é a sua questão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lia – Não é nesse sentido que falo. Qual o uso que você vai fazer da sua criação? Com que intuito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi - É, criar pra quê, não? Pensei estar dizendo a mesma coisa que você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sarah – Não! Uma coisa é pra quê que você vai criar e outra coisa é o que você vai fazer com o que você criou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi - Deixa eu te dizer uma coisa, minha querida! Muito provavelmente, você não terá controle sobre as coisas que você cria. As coisas que nós criamos são (?) Nós nunca sabemos onde vão parar. Você escreve, por exemplo, uma tese. Por exemplo, Nietzsche, escreve contra todos os poderes estabelecidos. Sabe o que faz a irmã do Nietzsche, quando ele está no hospício? Ela vende os textos do Nietzsche e depois, quando ele está morto, para aquele que vai constituir o poder nazista de Hitler, e por incrível que pareça Hitler e outros vão se servir de textos de Nietzsche para justificar a limpeza étnica da Alemanha. Você não tem controle sobre o que você cria! Essa é uma pergunta moralista, uma pergunta típica de quem acha que pode ter o controle de fazer com que a sua criação seja benéfica, seja boazinha.&lt;br /&gt;Querida, qual é a garantia que você tem que ao ler certo autor você está entendendo exatamente o que ele está querendo dizer? Quem te garante isso? &lt;br /&gt;A outra coisa, o autor escreve sempre a partir de um local e de tempo. O cara nasceu na Alemanha, (? Você está aqui no Brasil). O cara escreveu o texto em 1810, você está em 2005. Qual é a possibilidade que você tem de entender um autor que está em outro contexto, em outra época. Kant, por exemplo, que teve mérito na filosofia, escreveu a partir da aldeia que ele nasceu, na Alemanha. Eu fico impressionado como é que Kant é lido aqui e é entendido. Tanta gente entende Kant! Como as pessoas tem uma facilidade enorme de entender Kant. Aqui na UECE, entender Hegel... “Como Hegel é entendido, no curso de filosofia da UECE!”...Fico muito impressionado! Como as pessoas tem uma generosidade, uma capacidade enorme, uma inteligência superior que consegue entender com uma facilidade enorme esses caras. Alguns chegam a interpretar o cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glau – (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi - Vou só chamar atenção aqui, porque é a segunda vez que essa palavra aparece, subjetividade. Eu tenho a impressão que a gente capturou a palavra subjetividade para falar de uma idéia vinda da psicologia, pouco convincente hoje que é a individualidade. Supor que existe a minha subjetividade e a sua subjetividade é uma suposição que a gente vai ainda investigar (?) pra gente poder ver, por exemplo, qual é a idéia...qual é a outra idéia, que Guattari tem de subjetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David – (?) a interpretação e a compreensão estão mais próximas da reprodução do que da própria criação. Compreender e entender estão mais próximos do (? pensamento) reprodutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi - Olha David, eu acho que é isso que eu tenho tentado significar a palavra compreender. Veja bem: eu sei que existem outros significados para a palavra compreender. (?)&lt;br /&gt;No livro A Palavra e as Coisas, Foucault sugere que a gente rache as palavras, ou seja, que a gente quebre o significado daquilo que está já estabelecido e que a gente tente resignificar as palavras. Porque nós só existimos através da palavra, na palavra, pela palavra. Fundamentalmente, nós somos seres linguagem, Sobretudo, nós que vivemos na academia. A palavra não é um instrumento de comunicação, fundamentalmente ou principalmente, a palavra é o meio no qual nós existimos. Nós pensamos, por exemplo, só a partir de alguma linguagem. (?) só a palavra falada... a palavra simbólica, por exemplo, a linguagem dos sinais. Mas nós não existimos fora de uma linguagem. Sem linguagem não há humanidade nenhuma, não existe ser humano sem linguagem. Só que é preciso rachar as palavras para inventar modos de subjetividade, ou seja, novos modos de existência. É preciso reinventar, também, a linguagem. Nós só fazemos a revolução quando rachamos as palavras. (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMPREENDER - A palavra preender, vem de apreensão, prender. Compreender é prender. É nesse sentido que eu estou inventado a idéia de que a compreensão acaba nos prendendo à uma certa visão, nos filiando à algum mestre, à um conceito, já pretensamente, estabelecido...basta ele entender, já está criado! Entendeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glau – (?)&lt;br /&gt;Sarah – (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi - Não tem nada a ver linguagem com realidade. Quando você, por exemplo, faz um bolo (?) as pessoas vão perguntar: “Quais ingredientes você usou? Como é que você fez?” Ou seja, você está obrigada a revelar os procedimentos. O bolo não surgiu num passe de mágica. Você não pode dizer: Eu inventei e pronto, tá aí! Não! Se você disser eu inventei e pronto as pessoas desconfiar que aí tem alguém por trás. Você pode ter se servido de um excelente mestre, um chefe de cozinha, (?). E você fez, revela seus (? ingredientes) É isso que a gente faz numa monografia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não está obrigada a dizer: “Marx disse isso, isso e aquilo!” Você pode dizer: “Olha, Marx disse isso. Eu, porém, digo aquilo!” Mas você está obrigada a saber o que Marx disse, pra poder diferenciar e criar. Uma coisa é você dizer: “Marx disse isso e ele está certo, e assim é que tem que ser!”. A outra coisa é dizer: “Marx disse isso, no entanto, eu digo aquilo!”. Há uma diferença de postura diante da produção do outro. Eu contemplo a produção do outro.&lt;br /&gt;Eu prefiro a palavra, contemplar, do que, compreender. A palavra contemplar me coloca numa relação que eu posso sim contemplar um livro que foi escrito à 3mil anos atrás, mas eu contemplo com olhar de hoje, a partir do lugar em que eu nasci. Portanto, a minha contemplação vai me dar uma outra teoria. Do verbo grego Teoria é contemplar.  Toda teoria tem uma contemplação..Não é A Verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio autor nem sabe a única versão do próprio pensamento, porque a linguagem não foi inventada por ele. O autor já se inscreve numa linguagem que é coletiva e que é dinâmica. Eu diria que nem os próprios autores tem a última e a única compreensão dos seus próprios textos. O autor tem uma (1) compreensão do texto que ele escreve.&lt;br /&gt; Eu experimento isso quando eu vejo alunos meus lendo a minha tese, e eu fico impressionado porque, na verdade meus alunos tem outros olhares do que eu escrevo, e, eu mesmo passo a ver no texto que eu escrevi algo que eu não tinha visto. Eu precisei do olhar do outro, que é diferente do olhar que eu supunha ter.&lt;br /&gt;A compreensão nesse sentido, minha querida, ela é compreensão se você admitir que ela é múltipla. Se você falar de múltiplas compreensões, heterogeneidade de sentidos possíveis...Aí eu admito a compreensão. Mas se a compreensão é via única, já existe uma verdade, já existe uma única possibilidade. O autor que escreveu fez um relatório dessas possibilidades...Aí eu rio, porque é ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lia – Mas foi justamente o que aconteceu: essa heterogeneidade de sentidos.  O que é que o autor define como cultura? Sabemos que existem diversas definições de cultura e aí eu entro na questão da semiótica: representação x realidade. Na 1ª idéia, eu tenho a academia conceituando cultura como sendo tudo que estamos inseridos: religião, política, relações, arte, linguagem...Mas a população, em geral, e até mesmo na academia vemos pessoas se referindo à cultura como se fossem apenas expressões artísticas, moda, tradição.  Nesse caso, se cultura na realidade, for o que é pensado pela teoria acadêmica, as massas viveriam uma representação distorcida do conceito real. A 2ª idéia seria: no entanto, se pensarmos que a realidade é o que é realmente vivido pela maioria, aí cultura se limitaria à arte e algumas segmentações desta. E aí a academia estaria criando, polemizando, teorizando em cima de um conceito que é distinto do que se vive realmente. Como resolver esse problema de tradução? Aí, em seguida fiquei pensando: “Na realidade, não existe cultura, não existe política, não existe religião, nem arte. Tudo são representações criadas para nos fazer entender de forma muito segmentária, ou, nos distanciar da realidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi - Lia, aí eu diria, pra mim me interessaria muito pouco saber que compreensão, que a compreensão que você teve do texto é a compreensão que Guattari tem do texto, isso me interessa pouco. Agora o que me interessa saber, ver é que o que você acabou de colocar. Esse texto ele te pôs a problematizar (?um sentido a partir da discidência) Esse texto ele te incita a criar um distanciamento e uma posição estratégica em relação à todo conhecimento em que está vivendo. Isso é maravilhoso! Isso é lindo! Isso te coloca numa postura de singularização. Você começa a ampliar as margens do seu próprio ser. (?) Você tem o instrumento para aferir, como se fosse um termômetro que (?)&lt;br /&gt;ACABA A FITA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glau – (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi - A questão da Glau é extremamente oportuna! A questão é: “Existe escapatória? É possível ser diferente sem, eventualmente, ter sido capturado, e viver a ilusão da diferença? Como é que eu posso me servir de outras práticas, e saber que, efetivamente, eu não estou sendo enclausurado, capturado, ou sendo mais uma vez enrrabado? De que maneira é possível produzir a diferença, a singularização?” No fundo a questão é: “Como? De que forma? Qual é a idéia de revolução que nós temos?”,  “ Como posso produzir a dobra?” Essa é a questão desse ateliê de idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lia – (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi - Lia, a própria idéia de diferente como margem, a idéia de diferença como marginalidade é uma idéia de diferença. A questão é: “É possível ser diferente, estar no coração da própria lógica? É possível funcionar como o HIV, que é aminoácido e vírus. Penetra na membrana celular por ser aminoácido e dentro da célula captura o sistema de produção genético e faz com que ela (?) ?” Esse é o desafio...&lt;br /&gt; Eu espero que vocês tenham um pouco de paciência, pra gente nas próximas seções, ir discutindo sobre o assunto... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Conversas – Todo mundo indignado, aflito, angustiado =/...rsrs)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glau – (?) Até o próprio conceito de identidade, ele também é reacionário! (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babi - O autor disse: o conceito de identidade também é reacionário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversas....&lt;br /&gt;Diego - (?) Pra quê escapar?&lt;br /&gt;Babi - A felicidade é mesmo o que justifica a vida? A gente vai pensando nessas pequenas questões da vida...A gente se vê nas próximas seções, tá? ....tchaaaauu o/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligando! Câmbio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11637187-111155686355094758?l=culturaesubjetividade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturaesubjetividade.blogspot.com/feeds/111155686355094758/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11637187&amp;postID=111155686355094758' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11637187/posts/default/111155686355094758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11637187/posts/default/111155686355094758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturaesubjetividade.blogspot.com/2005/03/aula-de-cultura-e-subjetividade-uece-1.html' title='Aula de Cultura e Subjetividade            UECE          1º de março de 2005'/><author><name>liloca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361779942934636535</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
